Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

cidec fecha em Beja sem dar explicação aos formandos e formadores

 

Desde o passado dia 10 de Janeiro que meia centena de pessoas, entre funcionários, formadores e formandos, não têm qualquer novidade sobre o Centro Interdisciplinar de Estudos Económicos (cidec) de Beja, que terminou a sua actividade sem aviso prévio, o que apanhou de surpresa toda a gente.
O cidec funcionava nas instalações do Núcleo Empresaria da Região de Beja (NERBE) e dedica-se à formação para empresas, estudos, investigação aplicada e formação co-financiada. Há três anos que estava na capital baixo-alentejana.
Quando no dia 10 os formandos chegaram ao NERBE para assistirem às aulas, foram surpreendidos com as portas encerradas, sendo informados por uma ex-funcionária que a instituição tinha encerrado. A antiga empregada administrativa tinha abandonado o cidec em Julho e na altura moveu uma acção no Tribunal de Trabalho contra a instituição.
Surpresa idêntica estava reservada para os formadores, que “bateram com o nariz na porta” e se viram impossibilitados de prosseguir com a formação.
Até à presente dada, formandos e formadores continuam sem conseguir qualquer resposta por parte de quem se apresentava em Beja como responsável pelo cidec. E na sede da entidade, no Palácio Pancas Palha, em Lisboa, ninguém atende o telefone e não há contactos com o responsável, João Ferreira de Sousa, antigo professor do ISCTE.

Dinheiro e certificados. Em causa está o pagamento de verbas em atraso, a entrega de certificados de habilitações e cópias de contratos de trabalho. Em Beja, o cidec ministrava formação nas áreas de Web-Design e Multimédia e Práticas Administrativas. Neste último caso, era atribuída a certificação do 9º ano. Estas acções são financiadas pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social.
“Não sei o que fazer à vida nem a quem recorrer”, disse ao “Correio Alentejo” Nádia Graça, formanda na área e Práticas Administrativas, que revelou ter dinheiro a receber relativo à frequência do curso, subsídio de refeição e transporte. “Mas o pior é não ter certificado do 9ª ano, o que me impede de fazer um estágio profissional em empresas”, disse.
“O que sabemos foi graças à boa vontade da antiga funcionária, nada mais”, disse Maria Pais, formanda da área de Web-Design e Multimédia,
O NERBE, que alugava as salas onde o cidec administrava a formação, tem a receber perto de 20 mil euros e nas suas instalações tem computadores, projectores e muito outro material didáctico que os responsáveis do cidec ainda não levantaram.
Segundo apurou o “CA”, a situação é idêntica em Faro, Lisboa, Leiria e Braga, onde a instituição funcionava e também existe um rasto de dívidas e falta de entrega de documentos.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 09h22
publicado por poucavergonha às 09:19
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